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  • 28 Aves Existem em Nenhum Outro Lugar da Terra Excepto Nestas Duas Ilhas e Ninguém Fala Sobre Isso

    28 Aves Existem em Nenhum Outro Lugar da Terra Excepto Nestas Duas Ilhas e Ninguém Fala Sobre Isso

    São Tomé e Príncipe têm 28 espécies de aves endémicas. Para uma área combinada de pouco mais de 1.000 km², a densidade de endemismos por quilómetro quadrado é uma das mais altas do mundo — comparável à das Galápagos ou das ilhas Havaianas. A ilha de São Tomé, maior e mais antiga, alberga cerca de 19 espécies exclusivas. A ilha do Príncipe tem 8 espécies endémicas próprias — que não se encontram em São Tomé. E há uma espécie que ocorre em ambas. Para ornitólogos sérios e para birdwatchers amadores com espírito de descoberta, este arquipélago é um dos destinos mais subestimados do continente africano.

    As estrelas do arquipélago

    São Tomé Kingfisher — O guarda-rios endémico que existe apenas nas florestas de altitude do Parque Natural do Obô. Estima-se que existam apenas algumas centenas de casais, restritos a pequenos ribeiros de água limpa na floresta onde se empoleiram em galhos baixos à espera de pequenos peixes ou insectos aquáticos. O seu canto é um assobio agudo e repetitivo, fácil de reconhecer depois de ouvido uma vez. Vê-lo é um feito. Os guias especializados conhecem os locais exactos onde ele costuma caçar.

    Giant Sunbird — Um nectarínida de tamanho invulgar, quase do tamanho de um melro, que se alimenta do néctar das flores das árvores de grande porte. O macho tem uma iridescência verde e azul deslumbrante que brilha ao sol da manhã como se fosse metálica. Mais fácil de observar do que o Kingfisher, especialmente nas zonas de floresta aberta e nas margens do parque, onde as árvores floridas atraem pequenos bandos.

    Dwarf Ibis — Um ibis pequeno, do tamanho de uma galinha, de cor escura, que vive nos cursos de água da floresta. É tímido, esquivo e difícil de ver. A sua existência foi durante muito tempo ignorada pela ciência ocidental; só nas últimas décadas se percebeu que era uma espécie distinta e endémica de São Tomé. Ouvir o seu chamado rouco ao entardecer num remanso do rio é um privilégio que poucos visitantes têm.

    Príncipe Grey Parrot — No Príncipe, esta é a estrela maior. Um papagaio cinzento de porte médio que forma colónias impressionantes, especialmente na Baía das Agulhas e nos vales do interior. Os bandos são ruidosos e visíveis ao entardecer, quando se deslocam dos locais de alimentação para os dormitórios comunitários. A observação destes papagaios é um dos espectáculos naturais mais vibrantes da ilha.

    Melhores locais e como organizar a viagem de birdwatching

    • Parque Natural do Obô, São Tomé: destino principal. Lagoa Amélia ao amanhecer — melhor local para observar várias espécies endémicas de uma só vez.
    • Bom Sucesso, no limite norte do parque: excelente ponto de partida com trilhos curtos que acedem a diferentes habitats.
    • Príncipe, Baía das Agulhas e vales interiores: melhores locais para o Príncipe Grey Parrot e o Príncipe Kingfisher.
    • Bom Bom Island Resort no Príncipe: oferece acesso fácil a guias especializados em ornitologia.

    Para maximizar as hipóteses de ver o maior número possível de endemismos, recomenda-se uma estadia mínima de 7 dias, divididos entre São Tomé e Príncipe. Leve binóculos de boa qualidade e uma máquina fotográfica com teleobjectiva — muitas observações são feitas a distância ou em condições de pouca luz. Tenha expectativas realistas: a selva é densa, as aves são pequenas e tímidas, e mesmo nas melhores condições, ver 7 a 10 endémicas num único passeio matinal já é considerado um excelente resultado pelos especialistas.